E existe
outro risco: quando os adultos tentam compensar a própria ausência, a culpa ou
as dificuldades da rotina por meio de presentes, podem, sem perceber, ensinar
que o afeto também se demonstra pelo consumo.
Com o
tempo, isso pode dificultar a tolerância à frustração, a compreensão dos
limites financeiros e a capacidade de fazer escolhas conscientes.
Como podemos ajudar?
Explique
a realidade financeira da família: cada família possui prioridades, possibilidades e
responsabilidades diferentes. Não é necessário expor detalhes financeiros, mas
é importante ensinar que dinheiro tem limites.
Diferencie
desejo de necessidade: querer um produto não significa precisar dele. Ajude a criança a pensar
antes de pedir ou comprar.
Ensine a
esperar: se ela
deseja algo, proponha um planejamento para conquistar esse objetivo. Esperar
também é uma aprendizagem.
Não
transforme o dinheiro em medida de afeto: presentes são agradáveis, mas atenção, convivência
e disponibilidade emocional não devem depender de compras.
Permita
que a criança participe das escolhas: comparar preços, estabelecer prioridades e decidir
como utilizar uma pequena quantia são experiências que desenvolvem
responsabilidade.
Não
humilhe nem compare: a
condição financeira da família não deve ser motivo de vergonha. Ensinar limites
não significa constranger a criança.
E qual é
a responsabilidade da criança?
A
educação financeira não consiste apenas em os pais dizerem “não”.
A criança
também precisa aprender a ouvir esse “não”, compreender que existem
prioridades, cuidar daquilo que possui e reconhecer que suas escolhas envolvem
consequências.
Isso não
acontece de uma hora para outra. É um processo construído conforme a idade e a
maturidade.
Acolher a
frustração não significa eliminar o limite. Significa ajudar a criança a aprender
a lidar com ele.
Para refletir
Antes de
comprar aquilo que seu filho pede, pergunte-se:
Estou
atendendo a uma necessidade real, realizando um desejo possível ou tentando
evitar que ele se frustre?
Nem todo
pedido precisa ser atendido. Nem toda frustração precisa ser eliminada. E nem
toda conquista precisa acontecer imediatamente.
No Colégio
Prígule, acreditamos que educar também é preparar crianças e adolescentes
para compreender a realidade, fazer escolhas e desenvolver responsabilidade.
Porque
educação financeira não é apenas aprender a economizar.
É
aprender que o dinheiro possui limites, que os desejos precisam ser elaborados
e que o valor de uma pessoa jamais deve ser medido pelo preço daquilo que ela
possui.
Prígule
me ajuda! Educar para a vida também é ensinar a fazer escolhas, considerando
suas consequências.
Orientador Educacional
Bruno Moreira